
(1923-1941): nasceu na província de Tambov, na União Soviética. Seu nome é uma referência aos santos Cosme e Damião (Kosma e Demyan, em russo). Aos seis anos, sua família muda-se para a Sibéria. Aos oito anos, nova mudança. Dessa vez para a capital, Moscou. É lá que inicia sua formação política, ingressando nas Pioneiras, a organização responsável pelos primeiros ensinamentos socialistas às crianças e jovens de oito a quinze anos. Aos quinze anos, é transferida para o Komsomol, a juventude do Partido Comunista, dedicando-se especialmente ao trabalho da alfabetização de adultos. Como militante do partido, tinha recebido treinamento militar e, em 22 de junho de 1941 - dia que iniciou a invasão nazista ao território soviético, alista-se nas forças de defesa. Moscou é bombardeada. Zoya participa de Moscou durante os ataques aéreos. Depois, é transferida para a retaguarda, para os campos de plantação de batata que alimentavam as tropas. Quando termina seu trabalho no campo de batatas, volta a Moscou e decide alistar-se como guerrilheira. A partir daí, adota o nome clandestino de Tanya. O destacamento guerrilheiro de Zoya foi responsável por vários ataques às tropas invasoras. Ela e seus camaradas descobrem que uma pequena cidade nos arredores de Moscou, Petrishevo, fora invadida pelos alemães e transformada em um quartel-general. As casas haviam sido tomadas e os habitantes obrigados a servir aos nazistas. Zoya e dois outros guerrilheiros, durante a noite, entram em Petrishevo sem seren notados. Alguns minutos depois, vários prédios da cidade estão ardendo em chamas. Zoya só se retira quando tem certeza de que o fogo estava suficientemente alto. Na saída, ainda corta os fios telefônicos, para impedir que os nazistas pudessem pedir socorro. Os fascistas conseguiram apagar o incêndio e continuaram a ocupar a cidade. Zoya voltou a atacar, dessa vez, entra na cidade disfarçada em roupas de homem. Conseguiu entrar em um dos prédios, mas havia caiu em uma armadilha e foi presa pelos alemães. Foi torturada mais ela não disse nada. Vendo que os interrogatórios eram inúteis, os nazistas decidiram enforcar Zoya em praça pública. Em seu pescoço penduraram uma placa com os dizeres: “Incendiária de lares”. Isso aconteceu no dia 5 de dezembro de 1941. Zoya tinha, então, 18 anos. Seu corpo ficou pendurado durante vinte dias. Em 16 de fevereiro de 1942, Zoya tornou-se a primeira mulher a receber, postumamente, o título de Heroína da União Soviética.